sábado, 14 de novembro de 2015

Plano Anual de Ensino da Academia de Polícia-SP

O novo Plano Anual de Ensino (P.A.E.) para o ano letivo de 2016 da Academia de Polícia Civil (Acadepol) foi divulgado na quinta-feira (12/11) e contará com 137 cursos complementares para policiais civis. O plano, publicado no Diário Oficial do Estado, foi elaborado por Edison Giatti Lahoz, delegado divisionário da Secretaria de Cursos Complementares, de Pesquisa e Apoio a Produção Científica, e aprovado pelo delegado-geral da Polícia Civil, Youssef Abou Chahin.

Coma proposta, 89 cursos de especialização serão disponibilizados a policiais civis que estejam na ativa. Os agentes poderão realizá-los por convocação – quando necessitam dos cursos para utilizar ferramentas novas como, por exemplo, o Sistema Detecta, ou por inscrição, caso seja de vontade do profissional ter novos conhecimentos.

O projeto também inclui as disciplinas de Delitos de Intolerância e Diversidade Sexual no curso de especialização em Direitos Humanos. A inclusão dos temas foi anunciado pelo secretário da Segurança Pública, Alexandre de Moraes, na quinta-feira (5), no Palácio dos Bandeirantes. Na ocasião, também foram apresentados mudanças nos registros de boletins de ocorrência para a comunidade LGBT.

                                          Cursos de Aperfeiçoamento

Nos casos de policiais que desejam a promoção, por sua vez, o plano de ensino para 2016 trará cursos de aperfeiçoamento não obrigatórios, mas imprescindíveis para que os profissionais de todas as carreiras e classes estejam aptos à ascensão dentro da corporação. 

Entre os cursos apresentados nesse quesito está o de integração com a Polícia Militar que tem duração de um ano. Nesse caso, os policiais civis e militares passam a se unir nos nos últimos três meses de curso e têm suas aulas ministradas tanto na Acadepol, como também na Academia do Barro Branco.

                                            Treinamento e Atualização

Além disso, para o próximo ano letivo também estão previstos cursos de treinamento que compreendem aulas de armamento e tiros, onde os policiais podem ir periodicamente à Acadepol a fim de treinar suas habilidades operacionais, e os cursos de línguas, que capacitam o policial para uma melhor comunicação e realização do seu trabalho em grandes eventos que ocorrem no Estado.

Seguindo a tendência, os cursos de atualização, que também serão disponibilizados, tem como finalidade propiciar que o policial se adeque a novas modalidades de equipamentos e crimes. “O crime organizado sempre está atualizado para atacar utilizando diversas ferramentas, por exemplo, a internet. Da mesma forma, precisamos preparar nossos policiais para combatê-los”, esclareceu dr. Lahoz. 

                                                Cursos Extraordinários

Também estarão acessíveis, para 2016, cursos extraordinários que, em sua maioria, surgem após assinaturas de convênios como ocorrido com o termo de cooperação para aperfeiçoar a formação de guardas civis metropolitanos da cidade de São Paulo. A parceria foi anunciada no mês de setembro pelo secretário Alexandre de Moraes e o governador Geraldo Alckmin.

Apesar de integrar o plano de ensino para 2016, o curso denominado Atualização Operacional para Guardas Municipais teve a primeira edição lançada este ano com início no dia 9 de novembro e término previsto para o dia 24 do mesmo mês.

Ainda dentro desse cursos, estão o de Academia de Polícia para Cidadãos que são livres para integrantes e colaboradores de Conselhos Comunitários de Segurança (Consegs).
Segundo o dr. Lehoz, os 137 cursos serão abertos mensalmente, de acordo com a necessidade e procura dos profissionais. 

Ainda de acordo com o delegado, o novo Plano Anual de Ensino seguiu a regulamentação da academia, passando pela avaliação da Congregação da Academia de Polícia, da diretora da Acadepol, Ana Paula Soares, bem como do delegado-geral da Polícia Civil.

                                                    Curiosidades

Além dos cursos complementares, a Acadepol também possui dois cursos de pós-graduação, um de Direitos Humanos e outro sobre Segurança Pública e Justiça Criminal. As vagas, no entanto, são direcionadas 75% a policiais civis e 25% a outros profissionais que tenham seu trabalho voltado aos temas.

Reproduzida da Secretaria da Segurança Pública.

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