quarta-feira, 28 de outubro de 2015

Mais pessoas indiciadas por envolvimento no caso dos falsos médicos na região de Sorocaba

Delegada Fernanda Ueda
O diretor financeiro e o gerente médico do Instituto Ciências da Vida (ICV) responderão na justiça às irregularidades cometidas nas contratações dos falsos médicos, investigados na "Operação Placebo", segundo informou a delegada de Mairinque, Fernanda Ueda, que está no comando do caso.

Além deles, dois interventores da Santa Casa de São Roque já foram indiciados, assim como os dois donos e o diretor financeiro da Innovaa, que também faziam as contratações. De acordo com a delegada, todos os envolvidos sabiam que os profissionais cadastrados não possuíam o Revalida, que é o exame nacional que reconhece diplomas estrangeiros de Medicina. 

Em setembro, seis pessoas envolvidas na operação ganharam liberdade provisória. A decisão foi dada pelo desembargador Guilherme Souza Nucci, da 16ª Câmara de Direito do Tribunal de Justiça de São Paulo. 

Estão soltos, o dono da Innovaa, Pedro Renato Guazzelli; o funcionário da empresa, Davi Bem Mamczur Gonçalves; a secretária Sandra Regina dos Santos Teixeira; e os falsos médicos, Pablo do Nascimento Mussolin, Natani Taísse e Jaime Ricardo Chumacero. José Pablo Rojas Roliz, que está foragido, teve o pedido de habeas corpus negado e continua com a prisão preventiva decretada. A falsa médica, Vilka de Souza Nobre, a primeira descoberta no esquema fraudulento, continua foragida.

Durante o processo, foram recolhidos documentos com mais de 30 volumes nas empresas que firmaram contratos com os profissionais, que prestavam serviços terceirizados aos hospitais e unidades de saúde de São Roque, Alumínio e Mairinque. No inquérito, a polícia analisou a relação entre as empresas e os falsários. 

O Ministério Público (MP) apura, agora, a responsabilidade dos órgãos de fiscalização das prefeituras sobre a contratação dos falsos médicos, e se eles poderiam ter evitado as fraudes. Se for comprovada a ciência das prefeituras no esquema ilícito, elas poderão responder na área civil. 

Segundo a delegada, 16 pessoas, entre elas empresários ligados às empresas prestadoras de serviços das prefeituras, e médicos que assumiram a identidade de outros profissionais, foram indiciadas pelos crimes de peculato, falsidade ideológica, associação criminosa e periclitação à vida e à saúde. Os inquéritos devem ser encaminhados à Justiça até o fim desta semana.

Reproduzida do Diário de Sorocaba.

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