quinta-feira, 17 de setembro de 2015

Decretada a prisão preventiva do ex-comandante da GM de Iperó

A Justiça decretou a prisão preventiva do ex-comandante da Guarda Civil Municipal de Iperó, Ronaldo César Messias, 45 anos. Ele é suspeito de abusar de uma menina, com a qual possui parentesco, e de aliciar duas adolescentes na cidade. Messias atua na Guarda desde 1998 e em 2014 assumiu o comando da Corporação. Estava na direção da campanha de combate ao uso de cerol em Iperó.

O ex-comandante está preso desde agosto na cadeia de Pilar do Sul. Segundo as investigações, comandadas pela Delegacia de Defesa da Mulher de Sorocaba, os crimes foram cometidos em 2011, mas a suspeita é de que ele estaria agindo desde 2006.  

Segundo a delegada titular da DDM, Ana Luíza Salomone, o ex-comandante foi descoberto por meio da denúncia de um pai que descobriu uma conversa entre o Ronaldo Messias e sua filha, através de uma rede social, em 2013. A adolescente tinha 17 anos na época. O pai, no entanto, resolveu preservar a filha, que estava prestes a casar, e não divulgou nada. Somente em fevereiro deste ano, ele decidiu ir à Polícia Federal para relatar o caso, que foi encaminhado à DDM de Sorocaba. 

Durante as diligências, a polícia descobriu que o infrator havia abusado de uma menina de nove anos, hoje com 13, que acabou confessando seu parentesco com ele e sua história. O terceiro caso envolvendo o guarda civil era de aliciamento contra outra menor de idade, na época com aproximadamente 15 anos. Ela teria sofrido ameaça de morte por ele depois que decidiu se separar quando teve acesso a imagens dele abusando da menina de nove anos. 

A polícia apreendeu computadores na casa de Ronaldo César, em Iperó, e na base de sua corporação, onde ele armazenava as próprias imagens pornográficas com adolescentes. Inclusive, eram essas imagens que ele tinha o costume de filmar e mostrar aos colegas da Guarda Civil, como forma de se “gabar” pelos abusos cometidos. Além disso, o comandante é suspeito de abastecer sites e redes de pornografia infantil. 

Dois guardas subordinados ao ex-comandante foram ouvidos, assim como as vítimas. A polícia pretende colher mais depoimentos de outros guardas e possíveis vítimas de Messias. Ele responde aos crimes de estupro de vulnerável, corrupção de menores, armazenamento e transmissão pelas redes de cenas pornográficas com crianças.

Reproduzida do Site Diário de Sorocaba.

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