sexta-feira, 28 de agosto de 2015

Desfecho do Crime - Acusado de matar indigente em Sorocaba é condenado a 15 anos

Um local conhecido por "Paredão" e frequentado por dependentes de drogas, foi palco de um crime bárbaro, no final da noite de 22 de junho de 2013. 

Pessoas de ambos os sexos chegam no tal "Paredão" na sexta-feira e só saem na segunda-feira: três dias ingerindo bebida alcoólica, e consumindo entorpecente. O fato ocorreu num barracão da Rua Professora Ana Rita Moraes Coelho, Jd Eldorado, em Sorocaba.

 Um indigente conhecido pela alcunha de "Neguinho", queria consumir droga no cachimbo de outro usuário de droga de nome Alessandro Mendes Scatambullo, mas Alessandro não permitiu. O indigente teria agredido â mão de Alessandro. Cleber Soriano dos Santos que é amigo de Alessandro, pegou um pedaço de madeira e atingiu a cabeça do indigente. 

Outro amigo de Alessandro, Eduardo Augusto Rigado também agrediu o indigente "Neguinho" com socos, chutes e golpe com faca. Segundo investigação da polícia, depois que a vitima estava caída no chão os três agressores arrastaram a vitima para um terreno ao lado, puseram colhões sobre a vitima e atearam fogo. Dois dias depois do crime a polícia ficou sabendo do homicídio (24/06/2013). Após investigação, a polícia prendeu os três acusados (mandado de prisão). 

                                                      No banco dos réus

Na quinta-feira (27/08), Alessandro foi apresentado no plenário do Tribunal do Júri de Sorocaba, para ser julgado. O promotor de justiça Eduardo Francisco dos Santos Júnior acusou Alessandro de ter cometido homicídio triplamente qualificado: futilidade, meio cruel e recurso que dificultou a vitima de se defender (artigo 121, parágrafo 2º inciso II, III e IV do Código Penal).

O advogado David Lopes da Silveira falou aos jurados que o processo carrega dúvidas relevantes e isto deveria ser considerado para aplicar o princípio do direito in dubio pro reo (em caso de dúvida a causa deve ser decidida em favor do acusado). Os jurados entenderam que Alessandro cometeu homicídio triplamente qualificado. A juíza Adriana Tayano Fantom Furukawa condenou Alessandro a cumprir 15 anos, em regime inicialmente fechado. O condenado quer recorrer da sentença.

Quem comete crime está sujeito a pão de angústia e água de amargura.

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