terça-feira, 21 de julho de 2015

Polícia de Sorocaba procura por médicos falsos na região

A Polícia Civil identificou uma sexta pessoa que trabalhava ilegalmente dentro de unidades de saúde da região. O delegado seccional de Sorocaba, Marcelo Carriel, participou de uma reunião segunda-feira pela manhã (20/07), quando discutiu o andamento do inquérito que analisa o caso. Segundo ele, uma das seis pessoas já morreu em questão de um mês. 
 
De acordo com as investigações, todos os falsos profissionais usavam registros de outros médicos para atuarem de forma irregular em Alumínio, Mairinque e São Roque. A partir de agora, a polícia vai apurar se os verdadeiros médicos tinham conhecimento de que seus registros e qualificações eram usados pelos falsários.
 
Três infratores tiveram a identidade divulgada. Eles são: Pablo do Nascimento Mussolin, que utilizava o CRM e o nome de Pablo Galvão, um médico do Rio Grande do Norte; Natani Thaísse de Oliveira, que trabalhava com os documentos de Natália Oliveira, cuja localização ainda não foi confirmada pela polícia; e outra mulher identificada apenas como Vilca, que utilizava o CRM de Cibele Lemos, profissional que trabalha no extremo norte do Estado.
 
Pablo e Natani foram localizados e presos na quinta-feira (16/07) e ouvidos na delegacia de Mairinque. A suspeita é de que eles tenham se formado em faculdades de Medicina estrangeiras. Já Vilca disse, por meio de seu advogado, que não se apresentará à polícia. Ela é considerada foragida e estaria na fronteira entre a Bolívia e o Brasil. 
 
A Polícia Civil apreendeu diversos documentos na sexta-feira (17/07). Pelo menos 60 declarações de óbitos, emitidas pelos falsos médicos, foram encontradas em São Roque. O delegado Carriel relatou que o inquérito deverá averiguar o possível envolvimento dos falsários com os óbitos. 
 
O primeiro caso descoberto na região foi por meio de funcionários de uma Unidade Básica de Saúde de Alumínio, depois de desconfiarem que a mulher trabalhava como médica usando uma ficha do Conselho Regional de Medicina. Assim, eles procuraram o Conselho Regional de Medicina do Estado de São Paulo para confirmar seu cadastro. Foi então que descobriram que ela não era a mesma pessoa apresentada pelo órgão. No total, a falsária chegou a fazer dez plantões. Mesmo assim, não há nenhuma reclamação sobre seus atendimentos. 

Reproduzida do Site Diário de Sorocaba.

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