quarta-feira, 22 de julho de 2015

Delegado seccional de Sorocaba pede prisão de falsa médica

O delegado seccional de Sorocaba, Marcelo Carriel, pediu na Justiça a prisão temporária da falsa médica, identificada como Vilka, investigada pela "Operação Placebo". Na tarde de terça-feira (21/07), Cibele Lemos, a médica verdadeira pela qual Vilka se passava, foi intimada a depor em Mairinque, mas não compareceu à delegacia. 

O advogado dela encaminhou um atestado à polícia dizendo que a médica estava sem condições psicológicas para prestar depoimento. Então, ele pediu o adiamento da oitiva, que não tem data prevista para ocorrer. Na última vez em que foi ouvida, Cibele disse que desconhecia o uso ilegal de seu registro.

Até terça-feira à noite (21/07), seis falsos médicos foram identificados e dois deles já estão presos, Pablo do Nascimento Mussolin, detido na cadeia pública de São Roque, e Natani Taísse de Oliveira, na cadeia feminina de Votorantim. 

De acordo com o delegado Carriel, ambos alegaram ter cursado Medicina na Bolívia, porém não conseguiram ser aprovados no Exame Nacional de Revalidação de Diplomas, quando retornaram ao Brasil. 

Os falsos médicos apresentavam-se como Pablo Vinício Tomáz e Natália Meijas de Oliveira. Segundo informações do Conselho Regional de Medicina do Estado de São Paulo (Cremesp), Pablo trabalhou por seis meses no Pronto-Socorro Dr. Álvaro Azzuz, em Franca, e chegou a receber um salário de R$ 80 mil. 

O caso foi descoberto através de denúncias feitas no ano passado, contra o falsário, transmitidas à Comissão de Ética da Câmara dos Vereadores do município, que apurava um atendimento prestado a um paciente. 

As denúncias foram encaminhadas ao Ministério Público. O delegado Carriel afirmou que o inquérito continua apurando os crimes, inclusive as 60 declarações de óbitos emitidas por todos os falsos médicos. 

As investigações começaram a partir da desconfiança de funcionários de uma Unidade Básica de Saúde (UBS) de Alumínio, sobre uma mulher que trabalhava como médica, usando um registro do Conselho Regional de Medicina (CRM). 

Assim, eles procuraram o Conselho Regional de Medicina do Estado de São Paulo (Cremesp) para confirmar seu cadastro. Foi então que descobriram que ela não era a mesma pessoa apresentada pelo órgão. No total, a falsária, identificada como Vilka, chegou a fazer dez plantões. 

Reproduzida do Site Diário de Sorocaba.

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