quarta-feira, 27 de maio de 2015

Desfecho do Crime - Júri de Sorocaba condena acusado de matar Luiz da Dapsa

O juiz Danilo Fadel de Castro reuniu o conselho de sentença do Tribunal do Júri em Sorocaba para julgar conduta atribuída ao Edison Luiz Vieira, apelidado por "Gode", acusado de matar Luiz Antonio Vieira de Camargo, sócio da Concessionária Volkswagen Dapsa de Piedade. O crime ocorreu na manhã de 29 de julho de 2007.

Ao ser interrogado pelo juiz, Edison negou autoria do delito. O promotor de justiça Marcos Fábio de Campos Pinheiro, acusou Edison de ter sido contratado por R$ 18 mil, pela esposa do empresário, Eliana Bordiere para matar Luiz da Dapsa. Eliana casou-se com Luiz da Dapsa em 03 de julho de 1971, e em 02 de fevereiro de 1972 ambos assinaram separação judicial, no entanto continuaram morando juntos.

Desentendimentos faziam parte da rotina do casal. Luiz Antonio de Camargo Vieira Filho é um filho do casal, ele sofreu dependência química por muitos anos, e mantinha o vício com dinheiro do pai, isto era outro fator que aumentava as brigas na vida do casal. Eliana Bordiere consultava a cartomante Luzia da Silva, em Salto de Pirapora. 

Certo dia Eliana teria perguntado a Luzia se ela conhecia alguém que pudesse ajudar a resgatar um cheque de seu marido Luiz da Dapsa que estava em mãos de um traficante em Salto de Pirapora; o filho pegou uma folha de cheque do pai e levou na "biqueira" para comprar droga. A cartomante Luzia indicou Edison para descobrir com quem estava o cheque e onde o traficante estaria. O serviço teria sido prestado; Eliana pagara R$ 2 mil, segundo o próprio Edison. A partir dai Eliana ficou conhecendo Edison. 

O promotor sustentou em plenário que, contratado por Eliana, Edison apresentou-se como corretor de imóveis afirmando que teria um imóvel para vender barato, com isto conseguiu atrair o empresário. No dia do crime pela manhã (29/07/2007), Luiz da Dapsa saiu do Condomínio Lago Azul, onde morava em Araçoiaba da Serra e foi ao encontro do suposto corretor de imóveis. Edison e sua namorada Flávia Azollini saíram numa motocicleta de Salto de Pirapora onde moravam ao encontro do empresário em Araçoiaba. 

Flavia ficou distante na motocicleta, Edison entrou no carro do empresário e seguiram para o canavial da alcoléia em Araçoiaba da Serra. Naquele local Edison executara o empresário com dois tiros na cabeça e depois pegou o carro da vitima e simulou latrocínio, mas próximo do local abandonou o veículo e retornou onde Flávia o esperava.  Feito essa exposição dos fatos, o promotor pugnou pela condenação de Edison como incurso no artigo 121, parágrafo 2º inciso I e II combinado com o artigo 29, ambos do Código Penal. 

O advogado Waldir Rogério Gorni rebateu a acusação afirmando que os autos não exibem provas apontando que o crime foi cometido por Edison, e por essa razão solicitou absolvição do acusado. Os jurados reconheceram que Edison é culpado. O juiz impôs condenação por 16 anos e 4 meses, em regime inicial fechado. 

Edison está preso desde 2010, ele cumpre pena na Penitenciária Antonio de Souza Neto, em Sorocaba, são 5 anos e 4 meses por assalto (artigo 157), e pena de 8 anos, por estupro (artigo 213); os dois delitos foram cometidos numa residência em Votorantim, depois do suposto crime contra o empresário. O julgamento ocorreu terça-feira (26/05). 

A justiça também pronunciou Eliana Bordiere, porém, ela recorreu da decisão de pronúncia, a justiça de Sorocaba aguarda acórdão em instâncias superiores, se a sentença de pronúncia for mantida ela deverá enfrentar o júri de Sorocaba. Eliana Bordiere esteve presa, mas depois foi liberada para responder o processo em liberdade. 

Quem comete crime está sujeito a pão de angústia e água de amargura.

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