quarta-feira, 1 de abril de 2015

Desfecho do Crime - Júri de Sorocaba absolve acusado de homicídio

No início da manhã de 01 de janeiro de 2007, após uma festa de final de ano, o jovem Tiago Antunes Rodrigues de 21 anos sofreu homicídio ao ser atingido por três tiros de revólver em sua cabeça, enquanto dormia num colchão no chão.

O homicídio de autoria desconhecida ocorreu na residência da tia de Tiago Antunes, a faxineira Marli Aparecida Rodrigues, moradora na Rua Alameda das Dálias, Jardim Símus, em Sorocaba. Tiago Antunes participava de um churrasco na casa de sua tia, quando a festa acabou ele permaneceu  no local para dormir.

Acusação do ministério público


Com indícios apresentados pela Delegacia de Investigações Gerais de Sorocaba, o ministério público acusou três homens pela autoria do homicídio e pediu a prisão deles: Jorge Luís França de 22 anos (idade da época), Leandro César dos Santos de 23 anos (idade da época) e Robson Morais Stringueti de 25 anos (idade da época).


Tiago Antunes teria desentendido com Jorge Luís dias atrás e naquela noite involuntariamente Tiago teria derramado vinho na roupa de Robson, por causa disso Robson Morais, Jorge Luís e Leandro César agrediram Tiago. Após a briga foram embora, mas pela manhã invadiram à casa da tia de Tiago e mataram o rapaz.

A polícia cumpriu mandado de prisão e recolheu Jorge Luís e Robson Morais em prisão. A polícia não conseguiu prender Leandro César porque ele viajou para o Paraná, onde permaneceu escondido. Em 15 de abril de 2014, Jorge Luís e Robson Morais foram levados ao plenário do Tribunal do Júri de Sorocaba.

Robson assumiu a autoria dos tiros que ceifaram a vida de Tiago. A justiça absolveu Jorge Luís e condenou Robson a cumprir 12 anos, em regime inicial fechado (artigo 121, parágrafo 2º inciso I e IV do Código Penal). Leandro permaneceu morando e trabalhando no Paraná. 

Ele deixou de trabalhar numa determinada empresa, e sinalizou que poderia ajuizar ação trabalhista contra a ex-empresa, por esse motivo seu ex-patrão o denunciou à polícia daquele estado, que Leandro era procurado pela Justiça de Sorocaba. 

A polícia prendeu Leandro e depois o transferiu para uma unidade prisional de Sorocaba. Terça-feira (31/03) a juíza Adriana T. Fanton Furukawa convocou o conselho de sentença para julgar a conduta atribuída ao Leandro. 

O promotor de justiça Marcos Fábio de Campos Pinheiro pediu absolvição por entender que as provas de autoria eram insuficientes para pedir condenação. Desde o início do processo essa era a tese defendida pelo advogado Jairo Antonio Antunes. Os jurados reconheceram inocência e a juíza mandou soltar o acusado.

Quem comete crime está sujeito a pão de angústia e água de amargura. 

Nenhum comentário:

Postar um comentário