quarta-feira, 19 de novembro de 2014

Desfecho do Crime - Dois são condenados no júri de Sorocaba por crimes em frente ao "Bar do Sogro"

Na noite de 04 de março de 2012, três homens e três mulheres foram se divertir no “Bar do Sogro”, situado na Avenida Dr. Artur Bernardes, em Sorocaba.

No final da noite, Iandryson da Silva Brito, 24 anos (idade da época) desentendeu com sua namorada Bruna Gabriela Bueno de Freitas e em certo momento Iandryson começou agredir sua namorada Bruna, que estaria grávida.

Os seguranças retiraram o casal do local; César Augusto Rodrigues Silveira, 26 anos (idade da época)  que era um amigo do casal teria investido contra os seguranças e por esse motivo também foi retirado de dentro do estabelecimento. 

Os envolvidos no caso foram embora em um Gol de cor branca. Horas depois, um Gol branco aproximou e parou em frente ao estabelecimento, um homem desceu olhou os seguranças que estavam em frente a casa de show e depois o indivíduo retornou ao carro.


O veículo retomou o movimento e ao se aproximar dos seguranças um homem que estava no banco de trás baixou o vidro e disparou 5 tiros, atingindo as costas do frequentador, Anderson Alves Guimarães, 31 anos, que estava perto da porta da casa de show; ele foi levado ao hospital, no entanto não resistiu e morreu. 

Os disparos não atingiram os seguranças: Sandro Tadeu Pires Camargo, Adilson Carlos Antunes Pires, e nem a garçonete da casa, Sandra Regina Campanhã da Silva que estava próximo aos sefuranças. Após os tiros o veículo saiu rápido do local. Na versão da polícia, o homem que desceu do Gol branco é Iandryson e o que estava no banco de trás que efetuou os disparos teria sido César Augusto.

Julgamento  

Preso há 1 ano e 10 meses, César Augusto foi levado ao plenário do tribunal do júri de Sorocaba, na terça-feira (18/11), onde ele assumiu a autoria dos tiros: "Foi uma atitude motivada por tolice", e chorou. O promotor de justiça Marcos Fábio Pinheiro pediu que os dois fossem condenados por homicídio qualificado com torpeza e duas tentativas com a mesma qualificadora. 

O defensor do pernambucano Iandryson da Silva Brito, Luan Lima defendeu tese principal de negativa de autoria e subsidiariamente ação de menor importância. O defensor de César Augusto, o advogado Mário Del Cístia Filho apresentou tese de desclassificação para homicídio culposo e absolvição pelas tentativas brancas alegando que o réu não teve intenção de atingir os seguranças e nem a vitima fatal. 

O conselho de sentença absolveu César Augusto de uma tentativa, o condenou por outra tentativa e desclassificou o homicídio doloso para homicídio culposo. O juiz Danilo Fadel de Castro condenou César Augusto a cumprir 2 anos pela tentativa e 1 ano pelo homicídio culposo, em regime aberto, e expediu alvará de soltura. 

Os jurados condenaram o pernambucano Iandryson pelas tentativas qualificadas e por homicídio qualificado; o magistrado condenou Iandryson a cumprir 4 anos pelas tentativas e 12 anos pelo homicídio qualificado, somando 16 anos, em regime fechado, como Iandryson está foragido o juiz manteve mandado de prisão.

Quem comete crime está sujeito a pão de angústia e água de amargura.

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